• Ana Carolina Biz

Design Thinking como metodologia para trazer soluções inventivas na gestão de projetos

Quando surge um problema, temos a oportunidade de repensar a forma como trabalhamos. Por isso, em períodos de crise, é importante manter-se otimista e curioso, pois há oportunidade de total reconstrução de uma forma mais alinhada aos princípios da empresa. Para soluções inovadores, na GMC temos um time diverso e construtivo, sempre aberto às novas tecnologias e metodologias. Pensando nisso, você conhece o Design Thinking? Um designer enxerga como um problema tudo o que prejudica ou impede a experiência e o bem estar na vida das pessoas, seja esta experiência emocional, cognitiva ou estética. Isso faz com que sua principal tarefa seja identificar problemas e gerar soluções. Sendo assim, podemos nos inspirar nesta forma de pensar em qualquer projeto.


Para entender o problema, o designer sabe que é preciso mapear a cultura, o contexto, as experiências pessoais e os processos na vida dos indivíduos, obtendo uma visão mais completa. Afinal, de que adianta uma solução que meus clientes não queiram? Além disso, parte do processo é identificar barreiras que prejudicam a experiência, pensando em formas criativas e inovadoras para transpô-las.


Isso acontece a partir de algumas premissas, como:


· As soluções devem ser criadas de maneira colaborativa e com participação de todos.

· Deve-se pensar em todas as etapas e envolvidos, vendo-os como instrumentos importantes e essenciais nos processos.

· O objetivo é transformar a organização por meio do que seu capital humano tem a oferecer.

Diferente das visões tradicionais de projetos, o Design Thinking utiliza-se da empatia para encontrar soluções. Parte importante da metodologia compõe-se de entrevistas com os usuários para identificar o que realmente é desejável. O foco aqui é nas pessoas!

Primeiramente, o problema deve ser indicado. Para não perder o foco no negócio, é importante que a solução seja relevante, inovadora e diferenciada. Mas não se esqueça de avaliar se ela também é viável, rentável e desejável pelos usuários.


Para isso, a imersão é fundamental! Aproximar-se ao máximo do problema, a fim de entender sua origem, levando em conta diferentes pontos de vista para nortear a solução. Nesta fase, considere o mapeamento das atividades, do espaço, das interações interpessoais, dos objetos utilizados, dos usuários envolvidos e seus valores.


Tendo mergulhado no problema, inicia-se a etapa de ideação. Nesta etapa, busca-se inspiração, abrindo-se para o máximo possível de insights. Pode-se utilizar de brainstorming, mind maps, anti-metas ou qualquer outra técnica que deixe o pensamento solto e a imaginação fluida. Nesta etapa, é importante um ambiente sem julgamento, para que todos se sintam realmente livres para opinar.


O que são Mind Maps?


Gostaria de ressaltar as vantagens dos mapas mentais, não tão frequentemente utilizados, mas com benefícios comprovados pela neurociência. Há algumas décadas, a informação não era tão disponível e acessível. Pense nas bibliotecas e enciclopédias – a velocidade e o consumo de informações eram completamente diferentes. Agora, a grande questão da humanidade não é como obter mais informação, e sim como filtrar e organizar informação que temos acesso.

Neste contexto, surgem novas ferramentas de comunicação visual para ajudar a sintetizar as centenas de informações e facilitar nossa vida. Os Mind Maps, ou Mapa Mentais, são guias que nos ajudam a encontrar os melhores caminhos e memorizá-los de forma eficiente. O Dr. Allan Collins e o psicólogo Tony Buzan descobriram, na década de 60, a relação entre aprendizagem, a criatividade e o pensamento visual. O cérebro funciona de forma mais eficiente quando estimulado visualmente. E nosso cérebro funciona de forma fluida e orgânica, através de conexões com os neurônios chamadas sinapses. Essas conexões partem do núcleo e se estendem ao caule como uma árvore.



Figura 1 - Exemplo de conexoes neurológicas


Os processos de aprendizagem e criatividade também acontecem desta forma fluida.


A maneira tradicional que aprendemos a ler e escrever, da esquerda para a direita e de baixo para cima, não favorece esses processos. Esta forma engessada e estruturada comunica-se apenas com a mente consciente e racional, que corresponde a 8-12% do cérebro. Quando usamos imagens, sons, cores, estimulamos áreas emocionais e límbicas, trazendo informações criativas e soluções diferenciadas para o problema, que o racional não pôde ver.


Para construí-lo, você precisa focar em palavras chave.


Escreva o problema no centro e irradie palavras que fazem referência ao tema principal. Aqui, o segredo é usar cores, símbolos, agrupando e diferenciando as possíveis soluções em grupos.



Figura 2 - Exemplo de mapa mental


Por que usar mapas mentais?


· Imitam o funcionamento cerebral, 100% compatíveis com nosso HD

· Otimiza o tempo de desenvolvimento de projetos, pois o gráfico elege palavras chave

· Simplifica a informação: mais acessível e memorizável

· Estimula a criatividade

· Melhora nossa memória visual

Voltando ao Design Thinking


Finalizada a etapa de ideação, é hora da prototipagem, ou seja, tangibilizar uma ideia, tirando-a do abstrato e trazendo para o mundo físico de forma simplificada para, assim, propiciar validações. Neste momento, esteja aberto ao erro. É a hora de testar tudo quanto possível, minimizando o desperdício de recursos em algo que pode fracassar. Lembre-se de que evitar riscos limita a inovação. A ideia aqui é arriscar de forma pragmática, sabendo dos possíveis fracassos que abrem espaços para correção imediata. As chances de que um mesmo deslize seja cometido novamente são baixas, então erre tão logo quanto possível para, assim, descartar rapidamente as soluções que não se apresentarem viáveis. Continue o ciclo de ideação e prototipagem até que você encontre a solução mais viável ou inovadora.


Conclusão

Para solucionar problemas e identificar oportunidades, o primeiro passo é aceitar as circunstâncias. Quanto mais você fugir, maior o problema se tornará. É fundamental identificar as falhas fundamentais que realmente trarão grande impacto. Para isso, criticar o processo sob os mais diversos pontos de vista pode ser um dos melhores métodos para trazer soluções. O Design Thinking tem se provado excelente para análise de possibilidades, permitindo inventividade com baixo custo e baixa complexidade de implantação. Qual problema você deseja resolver agora? A GMC conta com profissionais e parceiros experientes e criativos para ajudá-lo na solução.


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